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19/08/2015 14:22

Bruno Melo Martins

Festa secreta

 

Nada que é sério pode me interessar. Nessa altura já não tenho como objetivo coisa alguma. O que vier será um puro deleite orvalhado de um mel de entre pernas. Pois é, depois de um grande tempo sem escrever torno a casa. Sempre um pouco mudado. Nem triste e nem alegre. Já me cansei desse horizonte montanhoso, embora sou completamente nostálgico do tempo em que apenas admirava a minha paisagem mineira.

O que mais interessa neste momento é gozar com grande festividade a vida em seu pleno momento insano. Só a ironia me convém, só o nonsense e os perdulários infiéis, só os amigos dos bebâdos de fim de noite podem me salvar. Não lamento os plenos pulmões de jovens lindas que desejo com o mais carnal sentimento, não lamento esses pulmões aos gritos de suas prematuras ignorâncias. Muito pelo contrário, louvo com um pesar babilônico os sensos da brutalidade refletida na argúcia das ruas, dos dias que vem e que vão. Não há solução no tremor e na histeria ignóbil. Perdoem-me se fugi ao meu desejo de fazer rir, rio por dentro com uma melâncolia diabólica e sonífera.

Ainda não consigo manisfestar os meus sentimentos baquianos. Sinto coisas tão festivas quando faço amor com as frases, mas diante da solidão só me restam fragmentos de uma alegria. 

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